A BÊNÇÃO E O POETA
- Jorge Amorim
- 26 de jan.
- 1 min de leitura
Um poeta vanguardista
Tão surreal quanto errático
Errou em dias de Brasil
Como também errou
Por paisagens diversas
Desde os dias de Paris
Malvisto em sua terra
Na vida, no paraíso,
Saiu expulso daqui
Mas não deixou por menos
Obsceno e elevado
Abençoou indesejáveis
Deu-lhes (como se fora
Um bom padre) a bênção
Que só existe nos poemas
Deu-lhes bênção solene
(A mais plena: pagã)
E ganhou outra idêntica
Recebeu-a dos pajés
Através de políticos
E artistas do Brasil
Neste país viu de perto
A deglutição épica
De todos os equívocos
Com política, com arte
Fez imersão completa
Em águas aflitivas
Nadou por aqui o poeta





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