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A CABEÇA LONGE DO CORPO

  • há 1 dia
  • 1 min de leitura

Minha cabeça apresenta agora

(Contra mim) uma carta de alforria


Embora tenha me guiado por décadas

Não mais se importa com a parceria


Senhora de si, olha-me das alturas

A debochar do resto outrora ágil


Age como se não compartilhasse

A morte do próprio corpo (tão próxima)


Como se viajasse de Marte a Júpiter

Para obter um novo sopro divino


Dizê-la tresloucada seria fácil

Porém falso - ela não perdeu o tino


Perdeu apenas (dentre seus interesses)

Momentos de fazer além do mínimo


Bem mais que não morrer, minha cabeça

Deseja a luz de todos os saberes


A luz plena de resolver dilemas

E clarear os milagres mais recuados


Minha cabeça quer pagar a pena

De se apossar do fogo sagrado


Do livro "História da Arte", Graça Proença, pag. 56, Editora Ática.
Do livro "História da Arte", Graça Proença, pag. 56, Editora Ática.

 
 
 

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