BRISAS E VENTANIAS
- 22 de abr.
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Tão simples quanto antiga
A brisa passa rente
A este que ainda sou
Ganho assim de bom grado
O sopro rente ao rosto:
Leve estou na manhã
Ganho no mesmo fôlego
A ideia de existir
Um deus desconhecido
Ideia feito carícia
Na pele de xamãs
E dos ateus convictos
Carícia a deslizar
Sobre chãs e baixios:
A brisa nas manhãs
Algo que se recebe
Como saído dos clãs
Mas é somente o vento
Um poder expressivo
Nos seus tantos efeitos
E no assovio tão próprio
Vento que se faz místico:
O rodopio que brinca
com as cinzas dos mortos





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