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BRISAS E VENTANIAS

  • 22 de abr.
  • 1 min de leitura

Tão simples quanto antiga

A brisa passa rente

A este que ainda sou


Ganho assim de bom grado

O sopro rente ao rosto:

Leve estou na manhã


Ganho no mesmo fôlego

A ideia de existir

Um deus desconhecido


Ideia feito carícia

Na pele de xamãs

E dos ateus convictos


Carícia a deslizar

Sobre chãs e baixios:

A brisa nas manhãs


Algo que se recebe

Como saído dos clãs

Mas é somente o vento


Um poder expressivo

Nos seus tantos efeitos

E no assovio tão próprio


Vento que se faz místico:

O rodopio que brinca

com as cinzas dos mortos


Recorte de ilustração de Maurizio Manzo para O Grande Livro do Folclore, Editora Leitura.
Recorte de ilustração de Maurizio Manzo para O Grande Livro do Folclore, Editora Leitura.

 
 
 

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