MADEIRA - MAMORÉ
- 8 de mai.
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A estrada veio pela força
À luz de pretenso direito
Um começo em terras incultas
A demarcar o próprio tempo
Preparando-a, deu-se o tombo
De gigantes - logo seguido
Pelo deslizar impactante
Do peso sobre qualquer broto
De sacrifício em sacrifício
Chegou a lua de amaldiçoar
Tudo o que insistia em voltar
(Insistência bem natural)
Também natural era a dor
Que seguia paralela aos trilhos
Com impropérios contra os céus
E tudo o que ali havia
Tomou-se então como normal
Esse inconformismo de quem
Amaldiçoava a natureza
Ofendido por não vencê-la
Tão intensamente ofendido
Que até designava tal força
Como invasora - porque ela
Insistia em não perecer
Nem mesmo parecia exótica
A crença de ser invasora
A dona de todos os lugares
(Que lógica há nos desastres?)
_ Que lógica ali haveria?





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