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DE METAL E CARNE

26 de ago.
1 min de leitura

A virilidade

Extrai por entre violências

Seu modelo estético


Por entre contendas

Prontamente atrai olhares

Diretos e oblíquos


Dita suas sentenças

Seja em terra ou no mar

Ao engatilhar armas


Da própria existência

Toma as rédeas a cantar

Em alto e bom som


São de malquerença

Os versos da canção - troças

Em forma de música


Canta sem razão

Excitação nua de culpas

Nula nos dilemas


Posta-se o viril

Feito nódoa na paisagem

(Miragem sensual)


Porta-se tal qual

Prenda valiosa perante

Deuses e demônios


E não se imagina

Doente - entende que as doenças

Perseguem os mansos


Vê nelas fraquezas

Sem cura até sob o sol

Bem piores na chuva


Realeza despida

O ser viril sabe a vida

Não com sutilezas




 
 
 

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