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O DINHEIRO DA POESIA

há 11 minutos
1 min de leitura

Não havia dinheiro

(Ou pressa em tê-lo no bolso)

Nem bens materiais


Havia sinais óbvios

De uma deficiência inata

Para buscar ouro


Não havia bom uso

De energia para fins práticos

Passava-se ao largo


Havia inquietação

(Dos pais) perante um futuro

Que parecia nulo


Não havia sinais

De que a vida no final

Seria confortável


Havia desperdício

Tempo de inutilidades

Até de poesias


Mas a vida (às vezes)

Manda mensagens cifradas

Ri das profecias


Concede a (prováveis)

Perdedores alguns dias

De mudar o jogo


Quando quer: faz troça

Dá enguiços ou acelera

O fluxo de apostas


Ri também dos gênios

(Financistas) e suas aulas

Para fazer ricos


Se avessa ao riso

Chistes e ironias, quão séria

A vida seria (!?)


Quão tristes seríamos

Se nada de bom ganhássemos

com suas zombarias (!?)


E é por zombaria

Que diz (se me traz dinheiro):

Pago tua poesia!






 
 
 

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