O DINHEIRO DA POESIA
Não havia dinheiro
(Ou pressa em tê-lo no bolso)
Nem bens materiais
Havia sinais óbvios
De uma deficiência inata
Para buscar ouro
Não havia bom uso
De energia para fins práticos
Passava-se ao largo
Havia inquietação
(Dos pais) perante um futuro
Que parecia nulo
Não havia sinais
De que a vida no final
Seria confortável
Havia desperdício
Tempo de inutilidades
Até de poesias
Mas a vida (às vezes)
Manda mensagens cifradas
Ri das profecias
Concede a (prováveis)
Perdedores alguns dias
De mudar o jogo
Quando quer: faz troça
Dá enguiços ou acelera
O fluxo de apostas
Ri também dos gênios
(Financistas) e suas aulas
Para fazer ricos
Se avessa ao riso
Chistes e ironias, quão séria
A vida seria (!?)
Quão tristes seríamos
Se nada de bom ganhássemos
com suas zombarias (!?)
E é por zombaria
Que diz (se me traz dinheiro):
Pago tua poesia!





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