QUEM CASA, QUER CASA
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Por mais unido o casal
A casa guarda dois mundos
Juntos que sejam, são dois
Sob o abrigo de um teto
É certo que a casa sabe
Tratá-los como filho único
E procede dessa forma
Sem negar as dualidades
Assim: aos filhos que são um
Não há espaços interditos
Há gavetas separadas
E recantos preferidos
Há ritos próprios (distintos
Mesmo quando convergentes)
A casa compreende bem
Esses ínfimos detalhes
Mas trata com má vontade
A ideia de laços finitos
Além disso, não concebe
Ser somente uma morada
Quer ser tal qual o celeste
Abismo que nos abraça

Instalação na entrada do Alma Café, em Olinda.




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