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O CASAL QUE SOMOS

  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

Não se tenha por estranho

O casal que hoje somos

Antes tenha como bônus

O que inútil parecia

Focos de poesia no vínculo


Tenha-se por merecido

(À luz de sina ditosa)

O enlace ter-se mantido

Em boa forma - sem lamentos

Nas limitações de agora


Manteve-se assim a dupla

Fora dos laços de sangue

Ou da simples amizade

Embora com eles guarde

Vários traços em comum


A mesma dupla que guarda

(Não por mesquinharia) partes

Mínimas de quase tudo

Como fazem os artistas

Com o resto de suas tintas


No ciclo talvez final

Do casal que somos ainda

Eis o mínimo que resta:

Colorir a quatro mãos

Improváveis aquarelas



O Beijo, escultura de Constantin Brancusi.
O Beijo, escultura de Constantin Brancusi.

 
 
 

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