TRÔPEGO SONETO
há 2 dias
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Cessem as fanfarras de literatos
E o relato de glórias macabras
Render-se em homenagens vazias
Não é desfecho digno, ó poesia!
Renda-se apenas ao riso fácil
Ou perante o choro solidário
Tenha arrimo firme no trabalho
E também no ócio dito criativo
Sob o crivo da razão ou dos sonhos
(Sem prejuízo à mística cristã)
Retenha a sua herança pagã
Em suas tantas vestimentas possíveis
Sejam mantras, orações, aforismos...
Venha plena de signos, ó poesia!





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